Caros amigos,
Hoje, muitos de nós comemoramos um feriado, que este ano nem feriado é, pois acabou caindo em um fim de semana. Sinto como se o ano de 2016 estivesse terminando de forma melancólica, de uma forma refletindo tudo o que aconteceu durante o ano. Recessão econômica. Desemprego. Inflação galopante. Corrupção generalizada. Protestos violentos. Guerra. Refugiados. Ataques terroristas em série. Os anos de paz e prosperidade parecem estar em um passado remoto. Neste Natal, o enfeites são menos exuberantes, os presentes mais simples e as ceias menos fartas.
Eu às vezes tenho a impressão de que, quando as coisas estavam bem, nós nos distraíamos com os aspectos secundários do Natal. Da mesma forma que a cidade de Belém estava preocupada com o recenseamento a ponto de não poder hospedar o Rei que estava por nascer em um lugar decente, nós estávamos correndo atrás de enfeites de natal, de presentes, de comida para a ceia. Estávamos tão ocupados que, se Jesus pedisse algum lugar em nossa vida, ele poderia ficar naquele cantinho, junto aos animais. Teríamos um curto momento de "reflexão" sobre o Natal e partiríamos para o que realmente nos interessava: Casa enfeitada, Papai Noel, comida, presentes.
Hoje, quando as coisas não estão tão bem, ansiamos por paz, por alegria, por esperança. Da mesma forma que o povo de Israel na época do primeiro Natal, sentimos tristes, oprimidos, angustiados, e suspiramos por alguém que nos salve desta situação.
Então, chega o Natal.
Quando Jesus nasceu, anjos apareceram a alguns pastores, trazendo novas de grande alegria. Depois de dar a notícia, um coro de anjos cantou: "Glória a Deus nas alturas, e paz aos homens aos quais ele concede o seu favor."
O Natal foi a resposta de Deus a uma humanidade perdida, oprimida e sem esperança. O Filho de Deus tornou-se carne e viveu entre nós, para nos salvar. Ele nasceu, cresceu, comeu, dormiu e morreu como nós. Ele sentiu fome, sede, alegria, angústia, tristeza e dor, como nós. Ele deu a sua vida por nós, para nos dar uma nova vida e uma nova esperança.
Jesus veio para nos salvar, mas não no sentido de nos libertar de um governo corrupto, de nos dar mais dinheiro e de nos proteger dos ataques terroristas. Ele veio para resolver os problemas que carregamos dentro de nosso ser. Ele veio para nós salvar de uma vida perdida, errante e vazia. Ele veio para nós salvar de nossos pecados. Ele veio para nós dar uma paz e alegria que nós capacitará a enfrentar os tempos difíceis.
Por isso, eu vejo este Natal como o momento em que poderemos nos lembrar do que ele realmente significa: a luz do mundo, o nosso presente mais precioso, o pão da vida, o príncipe da paz.
Que vocês possam, nesta noite, receber de Jesus a paz que excede todo o entendimento, que transcende as circunstâncias e que não se desfaz mesmo diante das adversidades.
Feliz Natal!
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